O EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou, em português, Reprocessamento e Dessensibilização através de Movimentos Oculares) é uma abordagem psicoterapêutica baseada em evidências científicas, utilizada principalmente no tratamento de traumas e outras perturbações relacionadas com o mesmo. Foi desenvolvida pela psicóloga Francine Shapiro nos anos 80 e é especialmente conhecida pela sua eficácia no tratamento do transtorno de stress pós-traumático (PTSD).
A terapia EMDR baseia-se na ideia de que as experiências traumáticas podem ficar "bloqueadas" no cérebro, impedindo o processamento adequado dessas memórias. Esse bloqueio pode gerar sintomas como ansiedade, flashbacks e pensamentos intrusivos. Através da estimulação bilateral — geralmente movimentos oculares guiados pelo terapeuta, mas também toques alternados ou sons - o EMDR facilita o processamento dessas memórias perturbadoras.
A psicologia corporal é uma abordagem terapêutica que integra corpo e mente, reconhecendo que as experiências emocionais - sobretudo as traumáticas - ficam registadas no corpo sob a forma de tensões e bloqueios.
Tem raízes na psicanálise e nas ideias de Wilhelm Reich, tendo sido desenvolvida posteriormente por autores como Alexander Lowen, Gerda Boysen, David Boadella, entre outros. Esta abordagem baseia-se na ideia de que o corpo expressa a história emocional de cada pessoa.
Esta abordagem tem uma aplicação ampla, sendo especialmente indicada para o tratamento de traumas, ansiedade, depressão, somatizações e dificuldades relacionais, através da promoção de uma integração profunda entre mente, corpo e emoção.
A Terapia Comportamental Dialética (Dialectical Behavior Therapy – DBT) é uma abordagem psicoterapêutica desenvolvida por Marsha Linehan nos anos 80, inicialmente para tratar pacientes com transtorno de personalidade borderline (TPB). Esta terapia combina técnicas da terapia cognitivo-comportamental (TCC) com princípios da filosofia dialética, promovendo o equilíbrio entre aceitação e mudança.
A DBT tem como pilar central a prática de mindfulness, ajudando os pacientes a focarem no momento presente sem julgamentos, o que facilita a regulação emocional. Além disso, ensina estratégias para lidar com emoções intensas, desenvolver tolerância ao desconforto e gerir crises sem recorrer a comportamentos autodestrutivos.
A eficiência interpessoal é outro componente fundamental, promovendo assertividade e melhorando a capacidade de estabelecer e manter relações saudáveis
Embora tenha sido criada para o tratamento do TPB, a DBT é atualmente utilizada em diversas condições, como depressão, ansiedade, transtornos alimentares e comportamentos autolesivos, sendo reconhecida pela sua eficácia em ajudar pacientes com dificuldades na gestão emocional e comportamental.